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Los orígenes del constitucionalismo en Portugal El parecer de J. J. Ferreira Gordo para la Convocación de las Cortes Constituyentes en 1820

por Domingues, José

Artículo
ISSN: 1699-5317
Otros Autores: Moreira, Vital
Madrid Iustel 2018
Ver revista: e-Legal History Review
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Desde el primer día de la revolución liberal portuguesa, 24 de agosto de 1820, en Oporto, se determinó que se procedería a la convocatoria de Cortes Constituyentes, para preparar la nueva constitución del país. A pesar del enorme consenso en este sentido, la convocatoria de las Cortes vintistas generó dos controversias inmediatas: la primera, en cuanto a la competencia para la convocatoria; y la segunda, en cuanto a la forma de su convocatoria. En un intento de encontrar la mejor y más eficaz solución para la segunda polémica, la Junta Provisional Preparatoria de las Cortes mandó consultar a la opinión pública más autorizada en esta materia. Se trataba de la representación política de la Nación en Cortes. La opinión que Joaquim José Ferreira Gordo envió a la Junta de Cortes fue guiada por el antiguo derecho público portugués, proponiendo una llamada a los tres "estados" del reino. Hasta ahora inédito, su análisis permite lanzar nueva luz sobre una polémica hasta ahora insuficientemente conocida. A pesar de no haber sido ésta la forma de convocatoria adoptada en 1820, el constitucionalismo conservador en el plano de la representación política nacional vendría a triunfar con la Carta Constitucional de 1826.

Desde o primeiro dia da revolução liberal portuguesa, 24 de agosto de 1820, na cidade do Porto, ficou determinado que se iria proceder à convocação das Cortes constituintes, para prepararem o novo texto constitucional do País. Apesar do enorme consenso em torno deste propósito, a convocação das Cortes vintistas gerou duas controvérsias imediatas: a primeira, quanto à competência para a convocação; e a segunda, quanto à forma da sua convocação. Numa tentativa de encontrar a melhor e mais eficaz solução para a segunda polémica, a Junta Provisional Preparatória das Cortes mandou consultar a opinião pública mais esclarecida nesta matéria. Estava em causa a representação política da Nação em Cortes. O parecer que Joaquim José Ferreira Gordo enviou à dita Junta de Cortes pautou-se pelo antigo Direito público português, propondo uma convocação dos três “estados” do Reino. Até agora inédito, a sua análise permite lançar nova luz sobre uma polémica até agora insuficientemente conhecida. Apesar de não ter sido esta a forma de convocação adotada em 1820, o constitucionalismo conservador no plano da representação política nacional viria a triunfar com a Carta Constitucional de 1826.

From the first day of the Portuguese liberal revolution, August 24, 1820, in the city of Oporto, it was established that representative Cortes should be convened to prepare the new constitutional text of the country. Notwithstanding the enormous consensus on this purpose, the convocation of the Cortes gave rise to two immediate controversies: the first one, regarding the competence to convene the Assembly; and the second one, as to the procedure of its convocation. To find the best and most effective solution to the second polemic, the Junta Provisional Preparatória das Cortes decided to consult the most enlightened public opinion on this matter. After all, the political representation of the Nation in Cortes was at stake. The opinion that Joaquim José Ferreira Gordo sent to the said Junta de Cortes was influenced by the ancient Portuguese public law, proposing the convocation of the three “estates” of the kingdom. So far unpublished, his analysis sheds new light on a controversy hitherto insufficiently known. Although this was not the form of convocation eventually adopted in 1820, conservative constitutionalism regarding national political representation would triumph with the Constitutional Charter of 1826.

Tabla de Contenidos

I. INTRODUCCION
II. CONTROVERSIAS SOBRE LAS CORTES CONSTITUYENTES
2.1. Dos polémicas decisivas
2.2. La competencia para la convocatoria de las Cortes
2.3. El tipo de representación y la forma de convocatoria y de la formación de las Cortes
III. LA OPINIÓN DE JOAQUIM JOSÉ FERREIRA GORDO
IV. CONCLUSIÓN. ANEXO DOCUMENTAL.

Notas

Nas origens do constitucionalismo em Portugal: o parecer de J. J. Ferreira Gordo sobre a Convocação das Cortes Constituintes em 1820


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Desde el primer día de la revolución liberal portuguesa, 24 de agosto de 1820, en Oporto, se determinó que se procedería a la convocatoria de Cortes Constituyentes, para preparar la nueva constitución del país. A pesar del enorme consenso en este sentido, la convocatoria de las Cortes vintistas generó dos controversias inmediatas: la primera, en cuanto a la competencia para la convocatoria; y la segunda, en cuanto a la forma de su convocatoria. En un intento de encontrar la mejor y más eficaz solución para la segunda polémica, la Junta Provisional Preparatoria de las Cortes mandó consultar a la opinión pública más autorizada en esta materia. Se trataba de la representación política de la Nación en Cortes. La opinión que Joaquim José Ferreira Gordo envió a la Junta de Cortes fue guiada por el antiguo derecho público portugués, proponiendo una llamada a los tres "estados" del reino. Hasta ahora inédito, su análisis permite lanzar nueva luz sobre una polémica hasta ahora insuficientemente conocida. A pesar de no haber sido ésta la forma de convocatoria adoptada en 1820, el constitucionalismo conservador en el plano de la representación política nacional vendría a triunfar con la Carta Constitucional de 1826.

Desde o primeiro dia da revolução liberal portuguesa, 24 de agosto de 1820, na cidade do Porto, ficou determinado que se iria proceder à convocação das Cortes constituintes, para prepararem o novo texto constitucional do País. Apesar do enorme consenso em torno deste propósito, a convocação das Cortes vintistas gerou duas controvérsias imediatas: a primeira, quanto à competência para a convocação; e a segunda, quanto à forma da sua convocação. Numa tentativa de encontrar a melhor e mais eficaz solução para a segunda polémica, a Junta Provisional Preparatória das Cortes mandou consultar a opinião pública mais esclarecida nesta matéria. Estava em causa a representação política da Nação em Cortes. O parecer que Joaquim José Ferreira Gordo enviou à dita Junta de Cortes pautou-se pelo antigo Direito público português, propondo uma convocação dos três “estados” do Reino. Até agora inédito, a sua análise permite lançar nova luz sobre uma polémica até agora insuficientemente conhecida. Apesar de não ter sido esta a forma de convocação adotada em 1820, o constitucionalismo conservador no plano da representação política nacional viria a triunfar com a Carta Constitucional de 1826.

From the first day of the Portuguese liberal revolution, August 24, 1820, in the city of Oporto, it was established that representative Cortes should be convened to prepare the new constitutional text of the country. Notwithstanding the enormous consensus on this purpose, the convocation of the Cortes gave rise to two immediate controversies: the first one, regarding the competence to convene the Assembly; and the second one, as to the procedure of its convocation. To find the best and most effective solution to the second polemic, the Junta Provisional Preparatória das Cortes decided to consult the most enlightened public opinion on this matter. After all, the political representation of the Nation in Cortes was at stake. The opinion that Joaquim José Ferreira Gordo sent to the said Junta de Cortes was influenced by the ancient Portuguese public law, proposing the convocation of the three “estates” of the kingdom. So far unpublished, his analysis sheds new light on a controversy hitherto insufficiently known. Although this was not the form of convocation eventually adopted in 1820, conservative constitutionalism regarding national political representation would triumph with the Constitutional Charter of 1826.

Tabla de Contenidos

I. INTRODUCCION
II. CONTROVERSIAS SOBRE LAS CORTES CONSTITUYENTES
2.1. Dos polémicas decisivas
2.2. La competencia para la convocatoria de las Cortes
2.3. El tipo de representación y la forma de convocatoria y de la formación de las Cortes
III. LA OPINIÓN DE JOAQUIM JOSÉ FERREIRA GORDO
IV. CONCLUSIÓN. ANEXO DOCUMENTAL.

Notas

Nas origens do constitucionalismo em Portugal: o parecer de J. J. Ferreira Gordo sobre a Convocação das Cortes Constituintes em 1820


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